O Conselho Federal de Medicina, em resolução n.1711, especifica ser a lipoaspiração uma cirurgia de especialidade da cirurgia plástica e impõe a necessidade de formação cirúrgica ao médico, ou seja, ser cirurgião.  Ou seja, apenas os cirurgiões plásticos tiveram formação para tanto e estão aptos a realizá-la.

Infelizmente hoje há vários médicos não especialistas (não cirurgiões plásticos) fazendo lipoaspirações e com isso aumentando o risco das cirurgias, principalmente em clínicas e consultórios, visto que os hospitais costumam ser mais rigorosos ao pedir diploma de especialização do profissional para poder operar.

Todo cirurgião plástico especialista faz parte obrigatoriamente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, devendo o paciente se certificar da especialização do seu médico.

Importante citar que o CFM não reconhece “medicina estética” como especialidade, ou seja, quem não é cirurgião plástico não é especialista.

De acordo com um levantamento do Conselho Regional de Medicina de São Paulo, divulgado em 2010, menos de 4% dos profissionais processados por falhas em cirurgias plásticas entre 2001 e 2008 tinham a devida especialização.

O secretário da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Dênis Calazans, alerta sobre as clínicas que se preocupam apenas em ter lucro, com profissionais de baixa especialização ou pouco tempo de carreira. “São empresas ‘travestidas de clínicas de cirurgia plástica’, que se apresentam com marketing ofensivo e apelativo”, aponta. Segundo ele, o Ministério Público já foi acionado para investigar os casos irregulares.

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