No Brasil, 148 pessoas morrem por dia devido a erro em hospitais públicos e privados. Ao todo, 54.076 pacientes perderam a vida por esta razão em 2017. Esses são os dados da pesquisa divulgada na última quarta-feira, pelo 2º Anuário de Segurança Assistencial Hospitalar no Brasil, produzido pelo IESS (Instituto de Estudos de Saúde Suplementar) e pelo Instituto de Pesquisa Feluma, da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais.

Os números são assustadores, não é mesmo? Justamente por isso que não podemos ignorá-los! Esses dados se comparam aos registros de mortes violentas, que foram de 175 por dia no ano passado!

No estudo, foram destacados os óbitos como “eventos adversos graves” como infecção generalizada, infecção urinária, erro no uso de medicamentos e hemorragia. Isso significa que a cada hora, em nosso país, 6 pessoas perdem a vida por erros em hospitais! 

Foi vítima de erros em hospitais? Você não está sozinho! 

Ao compartilhar esse estudo com vocês,  quis em resumo dizer o seguinte: se você sofreu um erro dentro de um hospital ou após um procedimento de saúde, não se sinta sozinho! Você NÃO ESTÁ!

Eu imagino o quanto possa ser doloroso ter que falar sobre esse assunto, mas não tenha medo ou vergonha de buscar apoio e informação!

O corpo nunca mais voltou a ser o mesmo: “Tinha uma saúde ótima e hoje sofro com várias sequelas, problemas de alergias e intolerâncias alimentares”.
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Vale comentar que o aumento do número de casos de erros em hospitais pode ser entendido como uma consequência da grave situação do serviço de saúde no país. As relações sociais se massificaram, distanciando o médico do seu paciente. Tudo isso sob a ótica de uma sociedade de consumo, cada vez mais consciente de seus direitos e mais exigente quanto aos resultados.

Foi realizado um estudo  pelo Instituto de Psicologia da USP e utilizaram uma entrevista semiestruturada  com 12 pessoas que passaram pela situação do erro médico.

Verificou-se que as vítimas se sentem desrespeitadas e sem direitos, quando acometidas pelo erro. Os médicos responsáveis se mostraram pouco disponíveis a ajudar e, menos ainda, a assumirem que erraram, reforçando uma relação desgastada. O estigma do erro médico no Brasil tem uma forte ligação com os juízos de valores impostos, dificultando sua aceitação para a vítima e profissionais.

Esses dados representam um quadro que já falamos aqui no blog, o crescente número de pacientes que sofrem com depressão após cirurgia plástica. Um assunto que pouco se fala, mas muito se atinge, a depressão após erros médicos é mais comum do que você imagina!

→ Acho que fui vítima de erro em hospitais. O que fazer?

É recomendável que pacientes que acreditam terem sido vítimas de erro médico consultem a opinião de outro especialista médico para avaliar a conduta do profissional responsável pelo procedimento e principalmente: avaliar o seu quadro de saúde!

Há, inclusive, diversos profissionais médicos que estão habituados a elaborar relatórios periciais para juízes. Estes estão mais familiarizados com jargões e exigências jurídicas, de forma a apresentar relatórios em formatos mais adequados para servir de lastro em uma ação judicial.

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Para subsidiar o médico que irá analisar o caso, o paciente deverá reunir o máximo de documentos possíveis, tanto anteriores quanto posteriores ao tratamento, sendo essenciais os laudos de exames realizados e o prontuário médico.

Além disso, a paciente deve procurar um advogado especializado em erro médico, que analisará seus documentos, o caso em particular e orientará sobre os seus direitos e próximos passos  a fim de  ajuizar a ação contra o médico e/ou contra outras partes envolvidas, tais como o Distrito Federal, Estado ou União, quando o tratamento tiver sido realizado através do Sistema Único de Saúde (SUS).

Podendo, ainda, responsabilizar o Hospital, a clínica e até mesmo a operadora de plano de saúde, quando se tratar de cirurgia particular. Cada caso deve ser analisado individualmente pelo advogado de confiança do paciente.

Na ação, caberá pedido de indenização por danos materiais, morais, lucros cessantes (que são valores que a paciente deixou de receber em razão da incapacidade proporcionada pelo erro médico) e pedido de pensão, quando tiver havido o óbito do paciente e ficar demonstrado que este era o provedor da família.

A melhor indicação contra um hospital ou médico negligente, imprudente e descuidado é um pacientebem informado e conhecedor dos seus direitos e obrigações!

Foi vítima de erros em hospitais públicos ou privados? Você pode procurar por seus direitos!

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Grande abraço,

Advogada Rita Soares
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