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Mulher morre apos cirurgia plastica

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Mulher morre após cirurgia plástica. O que podemos aprender com o caso?

Em busca do corpo dos sonhos, muitas mulheres recorrem a cirurgias e procedimentos estéticos feitos por profissionais. Daniele Bueno era uma delas, que decidiu reduzir o volume dos seios e fazer uma lipoaspiração após encontrar uma oferta na internet. Mas infelizmente, após a operação, ela não resistiu após sofrer uma parada cardiorrespiratória.

Mulher morre após cirurgia plástica.
Como tudo aconteceu?

A jovem estava operando pelo Programa Plástica para Todos que há pouco está atuando em Cuiabá em divulgação no Facebook, em que médicos de outros estados operam com parcelamento de até 12 vezes com a contratação do programa.

A divulgação dos atendimentos e serviços prestados são feitos por redes sociais. Segundo informações em um grupo no qual foi anunciado, as plásticas variam de R$ 4,9 mil a R$ 12,8 mil e são realizadas por 3 médicos em todo o país. Os profissionais não são de Mato Grosso.

Daniele foi operada no Hospital Militar onde sofreu uma parada cardíaca e foi levada por UTI móvel para o Hospital Sotrauma, onde faleceu, no dia 13 de maio.

O que dizem os hospitais?

O Hospital Militar informou que alugou o centro cirúrgico para a equipe médica fazer cirurgias e que, mesmo não sendo de responsabilidade da unidade de saúde, foi dada a assistência necessária para a paciente, após complicações. O hospital faz atendimentos de baixa e média complexidade e, por isso, não tem leitos de UTI.

Depois de sofrer parada cardíaca, Daniele teve complicações e foi transferida do Hospital Militar de Cuiabá, onde foram feitos os procedimentos, para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular da capital, onde faleceu após ter uma parada cardíaca.

O Sotrauma se manifestou por meio de uma nota que a jovem apenas foi transferida para a UTI de lá onde foram feitos todos os procedimentos para socorrê-la, porém a cirurgia em si foi feita no Hospital Militar.

Há investigação?

O CRM informou que uma sindicância foi aberta para apurar a morte de Daniele e já foram solicitados aos envolvidos no procedimentos os documentos necessários para apuração.

O caso também está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que abriu inquérito depois de denúncia da família. Na certidão de óbito, conta que a causa da morte foi choque hemorrágico.

O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM) afirmou ainda,  que a empresa e os profissionais envolvidos no programa de plásticas a preços populares não têm inscrição, nem responsável técnico cadastrado no órgão no Estado. Até a semana passada,  o CRM e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) em Mato Grosso não tinham conhecimento sobre os médicos e profissionais que realizaram as cirurgias, nem a confirmação de quais procedimentos foram feitos.

Segundo a presidente do CRM-MT, Maria de Fátima de Carvalho Ferreira, o conselho tomou conhecimento da morte da mulher pela imprensa e solicitou informações e prontuários médicos sobre o caso.A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica divulgou nota se solidarizando com os familiares da mulher e afirma que defende o cumprimento de normas e critérios cientíticos que garantam a segurança do paciente.

Cuidados

O escritório da advogada Rita Soares lamenta profundamente a morte de Daniele e aproveita para esclarecer algumas orientações essenciais ao fazer uma cirurgia plástica:

  • Procure médicos capacitados, que sigam o cumprimento máximo de critérios para realização de procedimentos.
  • As cirurgia plásticas devem ser realizadas por médicos devidamente inscritos na Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
  • Busque referências do profissional médico e conheça as instalações e segurança do local onde será feito o procedimento.

A advogada Rita Soares reitera a orientação da SBCP:

 Reiteradamente a SBCP alerta a população para o risco da atuação de agentes intermediadores, em mídias sociais, e/ou planos financeiros para realização de cirurgias plásticas, fazendo de pacientes objetos de mercância, no interesse vil em detrimento de qualidade e segurança.

Vamos acompanhar o resultado das investigações e assim que sair um laudo conclusivo, a advogada Rita Soares comentará tecnicamente sobre o ocorrido. Lembre-se: a segurança do paciente está acima de qualquer coisa!

Eu falei um pouco sobre esse caso da Daniele Bueno nesse vídeo:

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Até mais!

 

Como posso ajudar?Contato com a Advogada
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