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O terror da cicatriz de cirurgia plástica

O que é de fato a cicatriz de cirurgia plástica?

Sempre que a  pele sofre uma abertura (ferimento), nosso corpo  dá inicio ha uma série  de reações objetivando o reparo da área lesada. Como resultado de todo esse processo, temos a formação da cicatriz.

Por apresentar uma estrutura cutânea diferente da original, a cicatriz pode acabar ganhando destaque, principalmente quando se encontra no rosto.

Em alguns casos, a cicatriz que deveria apresentar-se com aspecto fino e de tonalidade próxima a da pele,  pode ficar grossa, elevada e escurecida, como no caso das cicatrizes hipertróficas e as cicatrizes queloidianas, gerando grande desconforto estético para o paciente e motivando novamente a procura pelo cirurgião plástico para resolução do problema.

É possível ter uma cicatriz de cirurgia plástica de qualidade?

Para que o sonho da sua cirurgia plástica não torne um pesadelo por conta da cicatriz, deve-se ter em mente, que a cicatriz com boa qualidade estética se deve a alguns fatores controláveis pelos médicos e outros não. Realizar a sutura (dar pontos) com técnica apurada, sem machucar a pele e com fios delicados; evitar a ocorrência de infeção; evitar tensão na cicatriz, são preceitos básicos para o cirurgião plástico obter uma boa cicatrização.

Certos pacientes têm tendência a desenvolver cicatriz queloidiana, essa tendência é pesquisada pelo medico na entrevista com o paciente e caberá ao médico providencias no sentido de evitá-las, porem, poderá ocorrer o aparecimento de cicatrizes queloidianas mesmo sem o antecedente familiar genético.

Desta maneira é importante o entendimento do paciente no sentido de saber que, embora as incisões cirúrgicas sejam feitas em locais especiais com a finalidade de escondê-las, a qualidade da cicatriz como resultado final, dependerá de fatores individuais e também da técnica ou da perícia do médico cirurgião.

Qualquer alteração ou dúvida durante o seu período de cicatrização, procure o seu médico para dirimir suas duvidas e orienta-lá de forma coerente.

Caso o seu médico não a atenda amigavelmente, procure um advogado especialista na área para orientar diante da situação específica.

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A Cirurgia Plástica foi mal sucedida! E agora?

Quelóides, infecção, trombose, bolhas, cicatrizes deformadas, resultado diferente do prometido… São inúmeras as possibilidades de consequências mal sucedidas de cirurgias plásticas.

Mesmo seguindo todos as orientações médicas pré e pós operatório, esses riscos podem acontecer. E  costumam ser ainda mais frequentes em caso de anestesia geral ou quando se faz uma cirurgia grande, como abdominoplastia seguida de prótese de mama e enxerto de glúteos, por exemplo.

 

Cirurgia Plástica mal sucedida: Quais os meus direitos?

Primeiramente devemos identificar o real significado de “mal sucedida”. Por que foi a cirurgia plástica mal sucedida? O objetivo não foi alcançado? As cicatrizes estão deformadas?

Após, identificado a insatisfação, deve-se observar se todos a orientações do médico, os cuidados e deveres do paciente foram seguidos.

Dessa forma, a responsabilidade pelo erro ou consequência desastrosa da cirurgia se limita apenas ao médico. Esse compromisso do médico quanto ao resultado da sua cirurgia estética ocorre por conta da legislação brasileira vigente, o qual estabelece que o resultado de uma cirurgia plástica de embelezamento deve ser totalmente atingido, conforme inclusive, decisões consolidadas pelo STJ.

Um dos casos comum por exemplo em mamoplastia é a soltura dos pontos após a cirurgia. Neste caso o médico é responsável uma outra cirurgia reparadora imediatamente para que o resultado prometido seja alcançado e com o mínimo de cicatriz possível!

O que os Tribunais têm decidido

Nesses casos de cirurgia plástica mal sucedida, os Tribunais brasileiros têm condenado o cirurgião plástico a pagar à paciente indenizações de danos estéticos e ainda, a título de danos morais, devido ao resultado da cirurgia plástica mal sucedida e abalos causados a autoestima da paciente. Diante das graves consequências físicas e psicológicas geradas.

Essa indenização deve ver ser a mais ampla possível a fim de reparar todos os prejuízos gerados. Essa indenização pode envolver os danos materiais, com pedido de devolução dos valores pagos na cirurgia; danos morais pela dor psicológica e da frustração do procedimento  e danos estéticos em relação de possíveis mutilamentos e do aspecto visual do resultado cirúrgico.

O ideal é que o procedimento cirúrgico estético seja um sucesso, mas caso seja mal sucedido e o médico optar por não resolver amigavelmente, o caminho é procurar um advogado especialista na área e ingressar com uma ação judicial para que possa exigir o que é seu de direito!

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