Archive

maio 2018

Browsing

Mulher morre após cirurgia plástica. O que podemos aprender com o caso?

Em busca do corpo dos sonhos, muitas mulheres recorrem a cirurgias e procedimentos estéticos feitos por profissionais. Daniele Bueno era uma delas, que decidiu reduzir o volume dos seios e fazer uma lipoaspiração após encontrar uma oferta na internet. Mas infelizmente, após a operação, ela não resistiu após sofrer uma parada cardiorrespiratória.

Mulher morre após cirurgia plástica.
Como tudo aconteceu?

A jovem estava operando pelo Programa Plástica para Todos que há pouco está atuando em Cuiabá em divulgação no Facebook, em que médicos de outros estados operam com parcelamento de até 12 vezes com a contratação do programa.

A divulgação dos atendimentos e serviços prestados são feitos por redes sociais. Segundo informações em um grupo no qual foi anunciado, as plásticas variam de R$ 4,9 mil a R$ 12,8 mil e são realizadas por 3 médicos em todo o país. Os profissionais não são de Mato Grosso.

Daniele foi operada no Hospital Militar onde sofreu uma parada cardíaca e foi levada por UTI móvel para o Hospital Sotrauma, onde faleceu, no dia 13 de maio.

O que dizem os hospitais?

O Hospital Militar informou que alugou o centro cirúrgico para a equipe médica fazer cirurgias e que, mesmo não sendo de responsabilidade da unidade de saúde, foi dada a assistência necessária para a paciente, após complicações. O hospital faz atendimentos de baixa e média complexidade e, por isso, não tem leitos de UTI.

Depois de sofrer parada cardíaca, Daniele teve complicações e foi transferida do Hospital Militar de Cuiabá, onde foram feitos os procedimentos, para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular da capital, onde faleceu após ter uma parada cardíaca.

O Sotrauma se manifestou por meio de uma nota que a jovem apenas foi transferida para a UTI de lá onde foram feitos todos os procedimentos para socorrê-la, porém a cirurgia em si foi feita no Hospital Militar.

Há investigação?

O CRM informou que uma sindicância foi aberta para apurar a morte de Daniele e já foram solicitados aos envolvidos no procedimentos os documentos necessários para apuração.

O caso também está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que abriu inquérito depois de denúncia da família. Na certidão de óbito, conta que a causa da morte foi choque hemorrágico.

O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM) afirmou ainda,  que a empresa e os profissionais envolvidos no programa de plásticas a preços populares não têm inscrição, nem responsável técnico cadastrado no órgão no Estado. Até a semana passada,  o CRM e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) em Mato Grosso não tinham conhecimento sobre os médicos e profissionais que realizaram as cirurgias, nem a confirmação de quais procedimentos foram feitos.

Segundo a presidente do CRM-MT, Maria de Fátima de Carvalho Ferreira, o conselho tomou conhecimento da morte da mulher pela imprensa e solicitou informações e prontuários médicos sobre o caso.A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica divulgou nota se solidarizando com os familiares da mulher e afirma que defende o cumprimento de normas e critérios cientíticos que garantam a segurança do paciente.

Cuidados

O escritório da advogada Rita Soares lamenta profundamente a morte de Daniele e aproveita para esclarecer algumas orientações essenciais ao fazer uma cirurgia plástica:

  • Procure médicos capacitados, que sigam o cumprimento máximo de critérios para realização de procedimentos.
  • As cirurgia plásticas devem ser realizadas por médicos devidamente inscritos na Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
  • Busque referências do profissional médico e conheça as instalações e segurança do local onde será feito o procedimento.

A advogada Rita Soares reitera a orientação da SBCP:

 Reiteradamente a SBCP alerta a população para o risco da atuação de agentes intermediadores, em mídias sociais, e/ou planos financeiros para realização de cirurgias plásticas, fazendo de pacientes objetos de mercância, no interesse vil em detrimento de qualidade e segurança.

Vamos acompanhar o resultado das investigações e assim que sair um laudo conclusivo, a advogada Rita Soares comentará tecnicamente sobre o ocorrido. Lembre-se: a segurança do paciente está acima de qualquer coisa!

Eu falei um pouco sobre esse caso da Daniele Bueno nesse vídeo:

Aproveite e deixe um comentário!

Se precisar de alguma coisa, entre em contato!

Até mais!

 

Justiça proíbe: Farmacêuticos não podem utilizar Botox e ácido hialurônico

A toxina botulínica, conhecida popularmente como botox,  e o ácido hialurônico são dois dos procedimentos mais comuns para combater os sinais do envelhecimento no rosto.

Mas, desde o último dia 20 de abril, após decisão judicial, esses procedimentos não podem ser feitos por farmacêuticos.

Isso porque, depois de entender que enfermeiros, biomédicos e dentistas não podem realizar procedimentos estéticos com ácido hialurônico ou toxina botulínica, a justiça derrubou a resolução do Conselho Federal de Farmácia que permitia que farmacêuticos fizessem o uso dessas substâncias.

Porque farmacêuticos não podem utilizar botox?

O principal fundamento é que se tratam de procedimentos médicos, então precisam de diagnóstico e tratamento. Dessa forma, a desembargadora Ângela Catão acatou pedido da classe médica e declarou ilegal a Resolução 573/2013 do Conselho Federal de Farmácia – CFF, que autorizava o farmacêutico a realizar procedimentos dermatológicos estéticos.

Na decisão divulgada no último dia 20 de abril, a magistrada baseou-se na Lei do Ato Médico para anular a decisão do CFF.

“A autorização da atividade proposta no teor da Resolução 573/2013, a princípio, parece invadir a área de atuação dos médicos, considerando que nos termos do artigo 4º da Lei 12.842/2013 os procedimentos estéticos ou terapêuticos tidos como invasivos, em qualquer grau, são privativos de médicos”, relata.

Além disso, a formação do médico especialista também foi citada no voto:

“Cumpre salientar, que o curso de Medicina dura em média seis anos, a especialização em dermatologia requer no mínimo dois anos. No caso da cirurgia plástica, o médico tem que cursar dois anos de residência em cirurgia geral, e mais três anos de residência em cirurgia plástica. Além disso, para obter o credenciamento na Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) o cirurgião plástico deverá prestar exame, e se for aprovado poderá homologar o título de especialista no CRM. Assim, os dermatologistas e cirurgiões plásticos são os profissionais habilitados na medicina para atuar em tratamentos estéticos ou médicos da pele, por meios considerados invasivos e caracterizados como atos médicos”.

Para combater a invasão na cirurgia plástica por não especialistas, a SBCP criou em 2016 o Projeto Nacional de Defesa da Especialidade, que teve entre outras conquistas, a proibição de biomédicos, enfermeiros e dentistas de realizarem procedimentos estéticos de caráter restrito aos médicos especialistas.

A principal recomendação é que os pacientes devem procurar apenas profissionais qualificados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica ou pela Sociedade Brasileira de Dermatologia para realizar os procedimentos, mesmo que não sejam tão invasivos como a cirurgia plástica.

Qual a sua opinião sobre o assunto? Aproveite e deixe nos comentários!

Médicos precisam ter especialização para realizar cirurgias plásticas

As chances de insatisfação com os resultados de uma cirurgia plástica aumentam consideravelmente à medida que o paciente não dá a importância necessária à escolha do cirurgião responsável. Isso porque, quando o profissional não é qualificado e não tem experiência na área, o risco de erro médico é muito maior.

O que muita gente não sabe, é que os médicos precisam ter especialização para realizar cirurgias plásticas! Se você está prestes esse tipo de procedimento estético,  anote alguns cuidados essenciais à  sua segurança como paciente.


Porque os médicos precisam ter especialização para realizar cirurgias plásticas? 


Quando terminam a faculdade de Medicina, realizam dois anos de residência médica em cirurgia geral. Depois, vem a residência médica em cirurgia plástica, mais três anos de estudo. Daí o próximo passo é ser aprovado nas provas, escrita e oral, aplicadas pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e pela Associação Médica Brasileira. Só então estão de fato aptos, e são especialistas em cirurgia plástica.

Esse deve ser o passo-a-passo para formação do seu cirurgião plástico! Somente assim, ele estará realmente preparado. A certificação da SBCP significa que o profissional teve acesso à formação rigorosa, está habilitado a realizar todo tipo de cirurgia plástica, trabalha submetido a um código de ética e realiza as cirurgias somente em instalações bem equipadas e com equipe treinada.


Pedir indicações deve ser o próximo passo!

Observado que os médicos precisam ter especialização para realizar cirurgias plásticas,  o primeiro passo é pedir indicações,  é por onde se deve começar. “Quando a pessoa interessada em realizar uma cirurgia plástica não conhece nenhum médico da área, o ideal é que ela pergunte a amigos, familiares e conhecidos que já passaram por um procedimento desse tipo sobre a experiência com o cirurgião que escolheram, se o recomendariam e por quê”, orienta o cirurgião plástico Evandro Parente (CRM/SC 8130 | RQE 2674) na reportagem do site Terra

Em segundo lugar, antes de agendar uma consulta, é preciso lembrar que “Médicos precisam ter especialização para realizar cirurgias plásticas” e certificar-se de que o médico que tem interesse é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). A Sociedade é a responsável pela formação dos médicos cirurgiões plásticos de todo o país.

Para saber se o cirurgião escolhido possui essa certificação, basta consultar o site da SBCP .

Verificar se o médico possui registro no Conselho Federal de Medicina (CFM) também é uma medida de segurança para o paciente.


Dicas extras essenciais à segurança do paciente:

Observado isso, e importante o paciente observar:

Se o lugar onde o procedimento será realizado possui alvará da Vigilância Sanitária;

O que é preciso fazer para obter os melhores resultados;

 Onde e como será realizada a cirurgia;

Qual é o tempo de recuperação e que tipo de ajuda será necessária durante o pós-operatório;

 Quais são os riscos e complicações associados ao procedimento;

Como são tratadas as complicações.

É responsabilidade do médico passar todas as informações necessárias ao paciente e é dever do paciente responder sinceramente a tudo que for perguntado sobre sua saúde, desejos e estilo de vida. A relação deve ser de confiança mútua, pois disso também depende o bom resultado da cirurgia.


Além disso, se você ainda tiver alguma dúvida, pode ainda, procurar um advogado especialista nessa área. Por conta da vivência no meio e acesso a diversos processos judiciais, ele pode auxiliar e identificar algum tipo de processo judicial que o médico possa ter sido condenado ou esteja respondendo.

Se você quer saber mais sobre o mundo do direito e da estética, saúde e beleza, se inscreva no canal do youtube, clicando aqui!

Se tiver alguma dúvida, aproveite o espaço abaixo e deixe o seu comentário!

E claro, não se esqueça de compartilhar essas dicas com aquela sua amiga que está prestes a fazer uma cirurgia plástica.

Até mais!

Entenda de uma vez por todas o que é erro médico!

Uma dúvida muito comum entre as pacientes é conseguir identificar se foi vítima de erro médico. Isso ocorre porque, nem tudo que não dá certo é erro médico! 

Vou te explicar: Erro médico não é simplesmente quando um resultado insatisfatório ou que vai além das expectativas da paciente, mas sim quando é devidamente constatado que houve negligência, imprudência ou imperícia profissional.
Essas expressões te assustaram? Fique calma! Fique comigo até o final do texto e entenda de uma vez por todas o que é erro médico.

Como comecei a explicar, para ser caracterizado erro médico, deve ocorrer pelo menos uma das seguintes condutas: negligência, imprudência ou imperícia. Veja o que significa cada uma:

→ O que é Negligência?

Na negligência, alguém deixa de tomar uma atitude ou apresentar conduta que era esperada para a situação. Age com descuido, indiferença ou desatenção, não tomando as devidas precauções.

→ O que é Imprudência?

A imprudência, por sua vez, pressupõe uma ação precipitada e sem cautela. A pessoa não deixa de fazer algo, não é uma conduta omissiva como a negligência. Na imprudência, ela age, mas toma uma atitude diversa da esperada

→ O que é Imperícia?

Para que seja configurada a imperícia é necessário constatar a inaptidão, ignorância, falta de qualificação técnica, teórica ou prática, ou ausência de conhecimentos elementares e básicos da profissão. Um médico sem habilitação em cirurgia plástica que realize uma operação e cause deformidade em alguém pode ser acusado de imperícia.

 

→ Quando é configurada a culpa do médico?

Para que seja configurada a culpa do médico e, portanto, o erro, capaz de gerar uma ação judicial de reparação de danos, ao menos uma dessas três situações acima deve ser constatada.

No Direito, dizemos que o trabalho do médico é um trabalho de meio e não de resultado. Isso quer dizer que o médico tem o dever de envidar os melhores esforços para curar o paciente, mas o resultado cura não é um compromisso do médico, exceto quando se tratar de cirurgias plásticas, onde o resultado faz parte da proposta do tratamento oferecido.

→ Acho que fui vítima de erro médico. O que fazer?

É recomendável que pacientes que acreditam terem sido vítimas de erro médico consultem a opinião de outro especialista médico para avaliar a conduta do profissional responsável pelo procedimento.

Há, inclusive, diversos profissionais médicos que estão habituados a elaborar relatórios periciais para juízes. Estes estão mais familiarizados com jargões e exigências jurídicas, de forma a apresentar relatórios em formatos mais adequados para servir de lastro em uma ação judicial.

Para subsidiar o médico que irá analisar o caso, o paciente deverá reunir o máximo de documentos possíveis, tanto anteriores quanto posteriores ao tratamento, sendo essenciais os laudos de exames realizados e o prontuário médico.

Além disso, a paciente deve procurar um advogado especializado em erro médico, que analisará seus documentos, o caso em particular e orientará sobre os seus direitos e próximos passos  a fim de  ajuizar a ação contra o médico e/ou contra outras partes envolvidas, tais como o Distrito Federal, Estado ou União, quando o tratamento tiver sido realizado através do Sistema Único de Saúde (SUS).

Podendo, ainda, responsabilizar o Hospital, a clínica e até mesmo a operadora de plano de saúde, quando se tratar de cirurgia particular. Cada caso deve ser analisado individualmente pelo advogado de confiança do paciente.

Na ação, caberá pedido de indenização por danos materiais, morais, lucros cessantes (que são valores que a paciente deixou de receber em razão da incapacidade proporcionada pelo erro médico) e pedido de pensão, quando tiver havido o óbito do paciente e ficar demonstrado que este era o provedor da família.

Foi vítima de erro médico? Você pode procurar por seus direitos!

Esse artigo foi útil pra você? Ficou com alguma dúvida?

Aproveite o seu espaço logo abaixo e deixe o seu comentário! 😉

Grande abraço,

Advogada Rita Soares
contato@ritasoares.adv.br

Como posso ajudar?Contato com a Advogada
+